quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Sobre Psicanálise


Psicanálise é a ciência/arte que objetiva a transposição inconsciente/consciente. Considerada como a forma de tratamento das neuroses atualmente denominadas “psiconeuroses” tem por norma seu tratamento através de: a) Processo de Livre Associação de Idéias; b) Interpretação dos Sonhos; c) Observação e Análise do fenômeno da Transferência; d) Análise dos Atos Falhos (Parapraxias) e da Resistência. Sua abrangência limita-se:

• Ao método de investigação do inconsciente;
• À psicoterapia baseada nesse método e;
• Ao conjunto de teorias e normas em que são sistematizados os dados introduzidos pelo método psicanalítico.

No dizer de Freud, “é uma profissão de pessoas leigas que curam almas, sem que necessariamente sejam médicos ou sacerdotes”.

O que a Psicanálise não é?


Não é medicina, nem tão pouco psicologia. Entretanto o médico e o psicólogo podem ser psicanalistas e o psicanalista, pode também, ser formado em medicina ou psicologia. Cumpre salientar, porém, que o diploma de médico ou psicólogo não constitui por si só, condição para o exercício da clínica psicanalítica. Há uma obrigatoriedade de “formação em psicanálise”, para tal.

Sendo assim o psicanalista é um profissional clínico que pratica a psicanálise empregando metodologia própria. É o profissional que aplica os princípios, os postulados, as técnicas e os métodos da psicanálise no tratamento ou na prevenção de distúrbios psíquicos de natureza inconsciente, tais como: inadaptações, timidez, impulsividade, sentimento de culpa, desgosto obsedante, escrúpulo excessivo, distrações desagradáveis, dúvidas persistentes, abulias, fobias, obsessões, neurastenias, neuroses de fracasso, etc. e perturbações sexuais e somáticas de origem psíquica.

Como se forma o psicanalista?

No Brasil e no mundo, a Psicanálise é exercida livremente (não é regulamentada), contudo sob critérios éticos bastante rígidos. No nosso caso, no Brasil, seu exercício se dá de acordo com o artigo 5.º, incisos II e XIII da Constituição Federal. Sobre a legalidade da prática profissional psicanalítica, acrescenta-se ainda o Parecer do Conselho Federal de Medicina, Processo Consulta 4.048/97 de 11/02/98. Parecer 309/88 da Coordenadoria de Identificação Profissional do Ministério do Trabalho. Parecer n.º 159/2000 do Ministério Público Federal e da Procuradoria da República, do Distrito Federal, e Aviso n.º 257/57, de 06/06/1957, do Ministério da Saúde, este último como marco histórico.

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